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Thursday, January 28, 2016

VW APRESENTA TIGUAN COM PEGADA OFF-ROAD E MOTORIZAÇÃO HÍBRIDA PLUG-IN

Modelo deve ser lançado no mercado americano no primeiro semestre de 2017

Volkswagen Tiguan GTE Active Concept

Após o escândalo da fraude em emissões de seus veículos a diesel, muitos analistas especularam que a VW daria uma guinada radical, priozirando os veículos elétricos e híbridos para deixar para trás as manchas do "dieselgate". Pelo que a marca acaba de exibir no Salão de Detroit, é exatamente isso que irá acontecer. Com o conceito GTE Active, a marca prepara a chegada do novo Tiguan aos EUA e mostra o que vem por aí.
Com visual lameiro, que dá direito a pneus de perfil alto e grande profusão de plásticos sem pintura, o Tiguan GTE Active tem como principal proposta mostrar seu potencial off-road atrelado a um conjunto mecânico híbrido de alta eficiência. Mais do que isso, o modelo antecipa a nova geração do SUV que chega aos EUA em 2017. No quesito tecnológico, o conceito é o segundo equipado com a nova central multimídia com comandos por gestos (e plataformas Android, Apple e Mirror Link) que deverá estrear ainda este ano no Golf. Há ainda um quadro de instrumentos totalmente digital, também previsto para equipar a reestilização do hatch médio.
Volkswagen Tiguan GTE Active Concept
Vão livre em relação ao solo e ângulos de entrada e saída aumentara, para melhor performance off-road | Crédito: Divulgação
O destaque do Tiguan GTE Active, porém, está no conjunto mecânico. O utiltário é equipado com um motor a gasolina turbo de 147 cv de potência, além de outros dois elétricos, sendo um dianteiro de 54 cv e um traseiro de 114 cv. Ligado a um câmbio automático de dupla embreagem e seis velocidade, o conjunto leva o modelo de 0 a 100 km/h em aproximados 6,5 segundos, chegando a cerca de 193 km/h de velocidade máxima. No modo totalmente elétrico, a máxima é de 113 km/h. A tração é integral 4Motion com possibilidade troca para traseira. De acordo com a Volkswagen, a autonomia no modo elétrico é de 32 km, enquanto, em conjunto com o motor a combustão, chega e 933 km.
Volkswagen Tiguan GTE Active Concept
Interior traz tela de 9,2 polegadas com reconhecimento de comandos por gestos | Crédito: Divulgação
Vale ressaltar que, apesar da configuração apresentada no conceito (de cinco lugares), o Tiguan norte-americano será diferente do europeu. Enquanto o Tiguan para a Europa terá cinco lugares, o vendido nos EUA terá entre-eixos alongado e opção de sete lugares. Ainda é incerta a configuração disponível para o Brasil. 
Fonte: Quatro Rodas em 11/01/2016

Wednesday, September 9, 2015

Por que o diesel é proibido para veículos de passeio no Brasil?

O artigo abaixo retirado do site da revista Quatro Rodas tira uma dúvida muito comum para as pessoas. Por que o Brasil não possui veículos leves a Diesel?
Como falamos aqui com frequência, a legislação brasileira é muito obsoleta, e prejudica o cidadão e o meio ambiente.
Isso serve tanto para os veículos a diesel como os híbridos e elétricos, que teriam uma viabilidade muito maior se a legislação fosse mais moderna.
A seguir, a resposta para essa pergunta que sempre vem a tona.

Daniel Pimenta Arroyo

O engenheiro Luso Ventura explica a origem do veto a carros diesel no país, e que benefícios o combustível poderia trazer para nossos consumidores
O Brasil é o único país do mundo que tem uma lei que proíbe a comercialização de carros de passeio com motor diesel. Desde a semana passada, porém, o projeto de lei 84/2015 tenta derrubar este veto, colocando o país em condições similares às existentes na Europa e nos Estados Unidos.
A proposta do Senado não esclarece se haverá mudanças nos subsídios que o governo fornece para manter o preço do diesel em patamares baixos, visando abastecer as frotas de ônibus e caminhões do país. Para esclarecer quais são os benefícios que os consumidores teriam com a aprovação dessa lei, QUATRO RODAS entrevistou o engenheiro Luso Ventura, membro do grupo Aprove Diesel, organização que reúne empresas como Delphi, Bosch e MWM International em prol da conscientização da importância econômica dos motores diesel.

Quatro Rodas: Por que os carros de passeio a diesel foram proibidos em 1976, e por que a proibição permanece até hoje?
Luso Ventura: A lei nasceu junto com o ProÁlcool, que consistia em substituir em larga escala os combustíveis derivados do petróleo em virtude da crise do petróleo em 1973. Desde então, houve várias tentativas de derrubar esse veto, mas sempre surgia algum argumento como a questão ambiental, pois no passado o diesel emitia muito material particulado prejudicial para a saúde humana. Porém com a criação do diesel S10, que tem baixo teor de enxofre em sua composição, esse argumento não faz mais sentido.
Qual a diferença de qualidade do nosso diesel para o diesel europeu?
O diesel europeu e o diesel brasileiro do tipo S10 estão bem similares, resultando, com a mesma tecnologia de motores, em níveis semelhantes de emissões dos carros a diesel aqui e lá. Com a legislação ambiental e o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Motores (PROCONVE), houve uma evolução muito grande tanto da qualidade do diesel quanto dos motores. A redução de enxofre, que é o principal responsável pela emissão de material particulado, foi expressiva. Em 20 anos passou de 13 000 ppm (partes por milhão) para 10 ppm.
Caso a lei que aprova o carro a diesel seja aprovada quais seriam os benefícios para o consumidor brasileiro?
Considero que o carro a diesel não é indicado para todos os perfis de condutores. Acredito que ele vale mais a pena para quem roda mais do que a média, e para quem possui carros mais pesados. Isso porque os motores a diesel são naturalmente mais caros e muito mais duráveis que um a gasolina, por isso para o investimento valer a pena o condutor deve ter esse perfil. São motores de 25% a 35% mais eficientes que o a gasolina e o consumo pode chegar até a 25 km/l.
Você acredita que mesmo sendo mais caro o carro a diesel teria mercado por aqui?
Sem dúvida. No começo, os carros seriam importados e caros, e a adesão provavelmente seria baixa. Mas com o aumento da demanda, a diferença de preço entre o carro a gasolina e a diesel ficaria cada vez menor. É o caso da Europa, onde a diferença é de cerca de 10% no mesmo modelo. Como resultado, hoje quase 50% da frota europeia é movida a diesel.
Fonte: Quatro Rodas em 04/09/2015