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Wednesday, December 23, 2015

Matriz Energética brasileira

Para que tenhamos uma estrutura adequada para recebermos os veículos elétricos, também temos que ter uma Matriz Energética que atenda.
A geração de energia deve ser barata e não poluente. Não adianta dirigirmos veículos ambientalmente amigáveis que utilizam uma energia gerada de forma suja.
Com isso vamos ver um pouco das principais formas de geração de energia:

1- Hidrelétrica: Bingo, um pais tropical com bastante água (menos do que antes, é verdade) não poderia ser baseado em outra forma de geração de energia. A Energia vinda das usinas hidrelétricas representa aproximadamente 78% da nossa matriz energética. A maior usina é a de Itaipu, porém temos diversas usinas espalhadas pelo país que formam a nossa rede de energia hidrelétrica.

2-Termelétrica: Pasmem, a segunda forma de energia mais gerada no Brasil é a Termelétrica.
Essas usinas são caras e poluentes. Elas queimam um combustível (pode ser carvão, bagaço de cana, etc) e com isso geram energia. Um país como o nosso deveria ter outras formas de energia na segunda colocação.

3- Eólica: O Brasil está acordando para a energia Eólica, a energia gerada pelos ventos.
Essa é uma forma de energia que está crescendo e em breve deve ser mais significativa. Um país com a quantidade de ventos que nós temos (e nem é preciso estocar) não pode ter uma representatividade tão pequena desse tipo de energia.

4- Nuclear: Muita gente é contra termos alguma usina nuclear, mas na minha opinião ter um volume pequeno na nossa matriz energética é importante pelo conhecimento científico. A energia nuclear ocupa aproximadamente 1% da nossa matriz, e está de bom tamanho.

5-Solar: Pasmem de novo. A energia solar que deveria ser a segunda maior da nossa matriz energética é praticamente desprezível no nosso país. O sol brilha para todos e poderíamos muito bem utilizá-lo para gerar muita energia. Cada casa ou empresa poderia ter algumas células solares que já a atenderiam pelo menos em parte. É aqui que precisamos crescer mais.

Abaixo, uma interessante reportagem sobre uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que permite que o usuário possa gerar a sua própria energia e vender o que não utilizar para o sistema. Aí mais uma boa aplicação para a energia solar.

A partir de 2016, você poderá vender energia feita em casa

Vamos ainda tratar muito desse assunto. Vamos acompanhando.

Daniel Pimenta Arroyo

Tuesday, August 25, 2015

Na crise energética que vivemos, podemos ter veículos elétricos?

Uma dúvida muito recorrente quando falamos em veículos elétricos é se o sistema de energia irá suportar uma troca de veículos a combustão por veículos movidos a energia elétrica se a nossa rede nem bem aguenta o consumo atual, tendo tido diversos apagões.
Para isso vamos então analisar a nossa matriz energética.
Por ser um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, e principalmente, com uma riquíssima bacia hidrográfica, a principal forma de geração de energia, como não poderia deixar de ser, é a hidrelétrica. Muitos são os projetos de construção de novas usinas, o que é uma notícia boa. Porém o nosso governo, e aqui eu incluo tanto o federal do PT como o estadual do PSDB, tem nomeado São Pedro como ministro de minas e energia e secretário de recursos hídricos, respectivamente, o que é no mínimo ridículo.
A segunda principal fonte de energia é, pasmem, é a termelétrica, uma forma cara e extremamente poluente. Isso em um país com diversas vantagens naturais que nos propiciam outras formas de geração.
Em menor escala, nós temos outras formas vigentes. A nuclear, que na minha opinião nós devemos ter como forma de ciência, mas não ficar construindo mais usinas como se tem sido feito, temos a eólica pouquíssimo aplicada, assim como a solar.
A energia eólica, que se utiliza de cata-ventos que giram ao sabor do vento e com isso geram energia, deveria ter um espaço muito maior na nossa matriz energética, pois é uma forma de geração limpa e que aproveita um grande potencial que nós temos.
Outra energia que deveria ser muitíssimo mais usada é óbvia, mas relegada a 4º ou 5º plano. Onde moramos? Em um país tropical. O que lembramos disso? Sol, muito sol. Então porque cargas d’água não abusamos da geração de energia solar. Ok, a implantação não é tão barata, mas a operação sim. E o sol é de graça. Basta coletar a sua energia. Poderíamos instalar diversas usinas solares que teríamos uma geração de energia muito maior.
Estamos passando por uma crise hídrica sem precedentes, e as represas estão operando em grande parte no negativo. Além do consumo de água, temos perdas por evaporação nas represas, o que piora ainda mais a situação. Porém no Japão colocam células solares que flutuam sobre as águas das represas, resolvendo o problema de evaporação e gerando energia. Uma solução para dois problemas. E quando chove, a água consegue chegar ao leito da represa. Perfeito, não? E por que não temos isso aqui no Brasil? Basta querer.
Além das usinas, teremos pontos de recarga em condomínios, empresas e eletropostos. Os eletropostos são “postos de combustível” para os veículos elétricos.
Tanto os condomínios, como as empresas e os eletropostos poderiam ter células solares para captar a energia necessária para abastecer os veículos. Aí se não zerasse o consumo da rede, pelo menos diminuiria muito.
Hoje não temos capacidade energética para um aumento radical no consumo. Porém os veículos elétricos ainda estão engatinhando e muito mais fácil que implementá-los será aproveitar a oportunidade que tivemos de ter sido abençoados por Deus, e variar mais a nossa matriz energética.

E para terminar, nós também não temos combustível fóssil suficiente para o nosso consumo. Temos que importar para que possamos nos locomover. Temos que mudar o que está errado, usar a cabeça e seguir no caminho do progresso.