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Friday, January 29, 2016

Funcionamento do KERS da Fórmula 1


Todos que assistem às competições da Fórmula 1 estão habituados a ouvir a palavra KERS.
Mas o que isso significa?
A Palavra KERS é formada pelas iniciais da expressão em inglês de Kinetic Energy Recovery System, ou Sistema de Recuperação de Energia Cinética.
Como os amantes da Fórmula 1 sabem, ele armazena energia nas frenagens e libera essa energia gerando mais potência para o motor.
Esse sistema também é utilizado em veículos de rua híbridos e elétricos. Além da energia das frenagens, o sistema també armazena energia gerada pelo freio-motor, utilizada em descidas.
Essa energia é armazenada em forma de energia elétrica, que quando for utilizada para gerar potência ou torque, acionará um motor elétrico que ajudará o motor principal a tracionar as rodas.
Em veículos híbridos e elétricos de rua essa energia é armazenada na própria bateria principal que movimenta o veículo, ou seja, ele se auto-recarrega nas frenagens e descidas.
Uma coisa que pode ser novidade para muitos é que os carros de fórmula 1 também são híbridos, graças ao sistema KERS.

Thursday, January 28, 2016

Pesquisa sobre veículos elétricos

Amigos,

Um colega está fazendo mestrado em transportes e para tal bolou um questionário sobre preferência de compra de carros, incluindo o veículo elétrico no cenário.

Eu preenchi e demorei uns 5 minutos.
Mesmo que não esteja na sua intenção comprar um veículo elétrico ou que não entenda muito sobre o assunto, a opinião é importante para que saibamos como essa tecnologia está cotada.

Segue abaixo o site para a pesquisa.

Obrigado.

https://www.onlinepesquisa. com/s/IVE

Daniel Pimenta Arroyo

Tuesday, January 26, 2016

Elétrico “para as massas”: Chevrolet Bolt 2017 é revelado por completo

Chevrolet Bolt 2017
A Chevrolet escolheu o principal evento de tecnologia dos Estados Unidos, a Consumer Eletronics Show, para mostrar ao mundo a versão final do Bolt 2017. Totalmente elétrico, a General Motors promete que o modelo terá longa autonomia e preço acessível para as “massas”.
Chevrolet Bolt 2017
Segundo a montadora norte-americana, o Bolt será capaz de percorrer mais 200 milhas, ou seja, cerca de 332 quilômetros com uma carga completa das baterias. Sobre o preço para torná-lo a de um carro para as “massas”, a GM promete valor inferior a US$ 30 mil, já considerando subsídios do governo. Essa expressão “elétrico para as massas” que vem sendo usada por Mary Barra desde o ano passado é uma alfinetada na Tesla, embora venda apenas modelos considerados esportivos, que cobra pelo Model S iniciais US$ 59.500 (sem incentivos do governo custa US$ 75.000).
As novidades projetadas no Chevrolet Bolt foram criadas a partir das sugestões e ideias de proprietários da geração anterior do Volt. Entre as inovações estão soluções inteligentes que permitirão estimar o percurso exato com base em horários, dia da semana, tipografia, tempo e hábitos de condução do proprietário. Ou seja, todas as variáveis que possam interferir no percurso serão consideradas para estimar a autonomia necessária para chegar ao destino final.
Como é um carro puramente elétrico, a GM também pensou no consumo eficiente da energia. Assim, informa que a conectividade Bluetooth, por exemplo, foi projetado para ter baixo consumo energético. Uma versão mais avançada do sistema OnStar com conectividade 4G LTE, transforma o Bolt em um  hotspot Wi-Fi para que motorista e passageiro possam conectar seus dispositivos em conexão de alta velocidade sem fio.
Chevrolet Bolt 2017
Outros recursos de conectividade e de infotainment incluem uma grande tela colorida de 10,2 polegadas sensível ao toque do sistema MyLink, câmera traseira com visão grande-angular e sensores para visão panorâmica de 180º para auxiliar nas manobras de estacionamento. Há também o novo aplicativo MyChevrolet Mobile App que exibe informações do veículo como carga de bateria, localização por meio do serviço OnStar, ignição remota do motor, ativação do ar-condicionado para pré-climatização do interior, agendamento de serviços e revisões entre outros recursos.
Chevrolet Bolt 2017
O visual está mais para um carro “normal”, com dimensões externos equilibradas e amplo espaço interno, praticamente mantendo o mesmo estilo do conceito revelado no ano passado. Os mais atentos notarão que as grades dianteiras são fechadas, ficando apenas uma entrada de ar na parte inferior do para-choque. Partindo dos faróis, um friso em preto brilhante se abre acomodando as janelas e se fecha na coluna C. A traseira se inspira o Volt usa vidro em boa parte da tampa do porta-malas, dando assim o estilo de carro elétrico da Chevrolet.
Chevrolet Bolt 2017
Detalhes como dimensões e especificações técnicas devem ser divulgadas no Salão de Detroit na próxima semana. Já a produção começa apenas no fim deste ano na fábrica de Orion, também em Michigan.
Fonte: Car Place em 07/01/2016

Alta nos preços: gasolina subiu 18,4% e etanol 21,1% em 2015

Um levantamento feito pela Ticket Car, empresa de gerenciamento de frotas, apontou que o custo da gasolina subiu 18,4% durante 2015, o que representou um acréscimo médio de 59 centavos por litro no bolso dos brasileiros (de R$ 3,20/L em janeiro para R$ 3,79/L em dezembro). A pesquisa destaca os valores médios tanto do etanol quanto da gasolina encontrados em mais de 14 mil pontos credenciados à rede, em 26 estados brasileiros e no Distrito Federal.
No mesmo período, o etanol também teve alta, de 21,1%. Em janeiro, as bombas do combustível marcavam, em média, R$ 2,54/L. Em dezembro, esse valor subiu para R$3,07/L, representando um acréscimo médio de 53 centavos por litro. Já o preço do Diesel passou de R$ 2,75, registrados no mês de janeiro, para R$ 3,13, em dezembro. Confira na tabela abaixo:
Mês/2015
Média Gasolina
Média Etanol
Diesel
GNV
Janeiro3,2062,5422,7512,043
Fevereiro3,4742,6552,9462,072
Março3,4822,6662,9612,049
Abril3,4722,6272,9602,081
Maio3,4742,6382,9602,085
Junho3,4612,6252,9542,103
Julho3,4902,6472,9542,159
Agosto3,4882,6472,9522,249
Setembro3,5132,6422,9672,276
Outubro3,6842,8083,0822,306
Novembro3,7752,9963,1312,344
Dezembro

Fonte: Car Sale 
3,7963,0793,1382,342

Sunday, January 24, 2016

Hyundai IONIQ: rival do Toyota Prius é revelado em primeiras imagens oficiais

Hyundai IONIQ
Depois de muitos teasers, a Hyundai finalmente mostrou as primeiras fotos oficiais do novo IONIQ. Rival coreano do Toyota Prius, o novo híbrido foi revelado no centro de pesquisa e desenvolvimento da marca na Coreia do Sul.
O IONIQ é construído sobre um chassis criado especificamente para receber três motorizações eficientes e de emissões ultra-baixas. Emprega aço de alta resistência combinado com alumínio, poupando peso e melhorando o nível de segurança em caso de acidente
Hyundai IONIQ
Considerando que esta é praticamente a primeira tentativa da marca sul-coreana em termos de carro amigo do meio ambiente, parece um bom começo, embora o consolidado Prius seja um adversário bem difícil.
Em movimento, o Ioniq promete dirigibilidade superior ao rival da Toyota. As baterias foram bem posicionadas, de modo a atingir um centro de gravidade mais baixo. As boas respostas em curvas foram aprimoradas ainda pela suspensão traseira multi-link.
Hyundai IONIQ
A gama do IONIQ contará com as opções de conjunto elétrico, híbrido plug-in e motorizações híbridas, uma primazia para um único modelo. A base é o motor 1.6 Kappa GDi de 105 cv adaptado exclusivamente para os modelos híbridos da marca. Ele está associado ao motor elétrico que produz o equivalente a 47 cv. A bateria é de lítio polímero e a força é entregue pela transmissão de dupla embreagem (DCT).
O novo Hyundai Ioniq será apresentado ao público no Salão de Genebra, em março de 2016.
Fonte: Car Place em 07/01/2016

Monday, December 28, 2015

Carrinhos de golf elétricos - Zoomcar

Thumb

Voltamos à nossa série de carrinhos de golf elétricos.
Por se tratar de veículos utilizados internamente em condomínios e empresas, a opção pela tração elétrica é bem mais interessante que a utilização do veículo à combustão.

Esses carrinhos não precisam ser necessariamente utilizados para campos de golf. O transporte de pessoas pode ser também para condominios residenciais e empresariais de maior tamanho.
Além do carrinho de golf tradicional, a Zoomcar oferece também uma "jardineira" elétrica como mostra a foto abaixo:

Thumb

A empresa se auto descreve na sua página conforme abaixo:


Prezados Senhoras e Senhores!
Durante toda minha infância e maturidade trabalhei na familiar empresa, chamada Rádio Continental. Ambiente repleto de novidades tecnológicas. Lá vivenciei muitas experiências que mais tarde me remeteram aos carros elétricos!
Em 2003 fui aos USA para formar parceria com o maior produtor de carros elétricos de pequeno porte do mundo. Trouxe na bagagem a representação e o direito de comercialização destes veiculos.
Incrementamos o formato do trabalho, fabricando peças e locando veículos. Logo iniciamos a linha de montagem própria dos carros marca ZOOMCAR. Componentes de alta qualidade, vindos dos USA, Canadá, China e peças brasileiras também compõe os veiculos! Tecnologia utilizada é a mais moderna disponível no mercado. O departamento de engenharia esta capacitado para atender as necessidades especiais de cada cliente.
Apresentamos excelente relação custo/benefício nos modelos, Comercial, Industrial, Segurança, Off Road, Condomínios, Hotéis & Resorts, Governo entre outras.
Os veículos chegam a seus destinos com entrega técnica especializada, onde todos os detalhes de funcionamento são muito bem informados aos novos usuários. Garantindo assim o uso do veículo em sua plenitude!
Em 2013 completamos 10 anos de trabalho dedicado às pessoas que nos ajudaram a construir esta história. Prometemos muito mais!  

Alexandre Waltrick dos Santos
Diretor

O site da empresa é: www.zoomcar.com.br

Wednesday, December 23, 2015

Matriz Energética brasileira

Para que tenhamos uma estrutura adequada para recebermos os veículos elétricos, também temos que ter uma Matriz Energética que atenda.
A geração de energia deve ser barata e não poluente. Não adianta dirigirmos veículos ambientalmente amigáveis que utilizam uma energia gerada de forma suja.
Com isso vamos ver um pouco das principais formas de geração de energia:

1- Hidrelétrica: Bingo, um pais tropical com bastante água (menos do que antes, é verdade) não poderia ser baseado em outra forma de geração de energia. A Energia vinda das usinas hidrelétricas representa aproximadamente 78% da nossa matriz energética. A maior usina é a de Itaipu, porém temos diversas usinas espalhadas pelo país que formam a nossa rede de energia hidrelétrica.

2-Termelétrica: Pasmem, a segunda forma de energia mais gerada no Brasil é a Termelétrica.
Essas usinas são caras e poluentes. Elas queimam um combustível (pode ser carvão, bagaço de cana, etc) e com isso geram energia. Um país como o nosso deveria ter outras formas de energia na segunda colocação.

3- Eólica: O Brasil está acordando para a energia Eólica, a energia gerada pelos ventos.
Essa é uma forma de energia que está crescendo e em breve deve ser mais significativa. Um país com a quantidade de ventos que nós temos (e nem é preciso estocar) não pode ter uma representatividade tão pequena desse tipo de energia.

4- Nuclear: Muita gente é contra termos alguma usina nuclear, mas na minha opinião ter um volume pequeno na nossa matriz energética é importante pelo conhecimento científico. A energia nuclear ocupa aproximadamente 1% da nossa matriz, e está de bom tamanho.

5-Solar: Pasmem de novo. A energia solar que deveria ser a segunda maior da nossa matriz energética é praticamente desprezível no nosso país. O sol brilha para todos e poderíamos muito bem utilizá-lo para gerar muita energia. Cada casa ou empresa poderia ter algumas células solares que já a atenderiam pelo menos em parte. É aqui que precisamos crescer mais.

Abaixo, uma interessante reportagem sobre uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que permite que o usuário possa gerar a sua própria energia e vender o que não utilizar para o sistema. Aí mais uma boa aplicação para a energia solar.

A partir de 2016, você poderá vender energia feita em casa

Vamos ainda tratar muito desse assunto. Vamos acompanhando.

Daniel Pimenta Arroyo

Friday, November 6, 2015

Frotas empresariais de veículos elétricos


Para a maioria das pessoas, falar em veículo elétrico é uma utopia, uma coisa que só dará certo no futuro.
Mas temos mostrado aqui nesse espaço exemplos de sucesso que mostram a viabilidade deste segmento.
A maior preocupação hoje é a autonomia e a dificuldade de recarga. Porém a autonomia dos veículos elétricos que temos nas ruas passam tranquilamente dos 100km, o que para uso urbano é uma distância excelente.
Hoje então vamos falar de uma situação plenamente viável para a adoção de veículos elétricos: As frotas empresariais.
Toda empresa possui pelo menos um veículo. Isso considerando um veículo de passeio. Muitas possuem um furgãozinho. Se for uma fábrica então, possui pelo menos uma empilhadeira. Empresas com uma extensão grande de terreno possuem veículos para transporte interno. Pronto. Em um pequeno parágrafo já colocamos uma série de veículos que muitas empresas estão enquadradas. E todos veem a quantidade de combustível que todos esses veículos consomem.
Pode até ser que algum desses veículos rodem mais de 100km. Mas não creio que seja a regra.
Para os veículos de passeio, já temos em projetos piloto os veículos Zoe da Renault e o Leaf da Nissan. Esses veículos podem tranquilamente substituir com mais conforto e economia os veículos de uso diário, hoje muito comuns o Gol e o Uno. Algumas empresas possuem frotas de veículos populares para uso dos seus funcionários. Mesmo veículos superiores podem ser substituídos pelo Leaf e pelo Zoe. Para níveis maiores de sofisticação, a Renault também tem o Fluence. Lembrando que teremos um post em breve explicando melhor a gama de veículos elétricos da Renault.
Muitas empresas também possuem um furgãozinho para transportes de cargas. Tipo uma Fiorino. Para esses casos, a Renault dispõe do Kangoo Zero Emission, que também é completamente elétrico.
A chinesa BYD, dispõe de uma empilhadeira elétrica, que substiui as tradicionais empilhadeiras a GNV. E para transporte interno de pessoal na fábrica já citamos os famosos carrinhos de golf, que não servem só para golf, assim como pequenos veículos para transporte de carga.
Para essa maravilha de mudança nos ativos móveis das empresas, é claro que devemos pensar nas formas de recarga.
Claro que não teremos como ficar reabastecendo na rua. Então temos que pensar no investimento que é a instalação de carregadores. Dependendo da quantidade de veículos que a empresa passa a usar e se eles se carregam ao mesmo tempo (durante a noite, por exemplo), define-se a quantidade de carregadores que serão instalados.
O valor de combustível que costumava ser utilizado nos veículos é substituído pelo valor de energia elétrica, que é muito menor. A economia vale o investimento nos veículos e na instalação dos carregadores.
Um próximo passo pode ser dado instalando os carregadores atrelados a células solares, o que fará com que o valor de recarga passe a ser apenas o retorno do investimento.
Nesse post falamos apenas da economia que teremos ao substituirmos a frota atual por uma sustentável, além disso ainda teremos os ganhos com a preservação do meio ambiente, que está tão em voga.
Esse é um assunto muito vasto para um post, então colocamos rapidamente um resumo de como tornar sustentável e mais econômica a frota de veículos da sua empresa. Permaneço à disposição para ajudar no que mais for necessário.


Daniel Pimenta Arroyo 

Thursday, November 5, 2015

Compartilhamento de veículos elétricos


Todos nós conhecemos o compartilhamento de bicicletas, que pelo menos em São Paulo e no Rio de Janeiro, são patrocinados pelo Itaú e pelo Bradesco.
Você faz um cadastro e pode pegar uma bicicleta gratuitamente em um ponto pré determinado e devolver em um outro ponto. 
É uma bela iniciativa e muito prática.
Mas o que pouca gente conhece é o compartilhamento de veículos elétricos.
Parece estranho falar em compartilhar carros como vemos o compartilhamento de bicicletas, mas a ideia é bem simples e funciona da mesma maneira.
Você faz o seu cadastro no sistema, pelo aplicativo de celular destrava um veículo conectado a um carregador, e devolve em um outro ponto pré determinado pelo programa que também tem um carregador.
No Brasil esse sistema já está em funcionamento. O primeiro sistema desse tipo foi no Recife, como já noticiamos aqui: http://colunaautossustentabilidade.blogspot.com.br/2015/09/recife-disponibilizara-carros-eletricos.html.

No Rio de Janeiro também está em fase de planejamento um projeto de implantação de um sistema de compartilhamento de veículos elétricos.

Aproveitando essa onda eu deixo aqui a minha sugestão: Quem sabe não possamos aproveitar essa estrutura de carregamento para disponibilizar o carregamento de veículos particulares utilizando o mesmo aplicativo de celular.

Fica a dica

Wednesday, November 4, 2015

Bicicletas Elétricas - General Wings


A General Wings é outra empresa nacional que comercializa bicicletas elétricas, com uma novidade, possui também um modelo de bicicleta dobrável. Além de não precisar pedalar todo o tempo, as suas bikes são fáceis de guardar.

Abaixo uma descrição do próprio site da empresa.

O ciclismo elétrico

A General Wings é uma empresa de capital 100% nacional com pensamento mundial engajada em promover o ciclismo elétrico no Brasil. Ou o ciclismo "inteligente".

Concebida na Califfornia/USA, em Laguna Beach, e fundada em 2009 no litoral paulista, no Guarujá/SP, tem sua sede no bairro da Vila Olimpia em São Paulo/SP.

Dotadas de bastante tecnologia embarcada, as bicicletas elétricas comercializadas pela GW (nacionais ou importadas) foram criadas para livrar o ciclista urbano dos incovenientes que uma pedalada menos pretenciosa possa trazer.

Nem sempre iremos dispor de um corpo 100% sarado pronto para subir qualquer parede. Pensando nisso, ou facilitamos as coisas ou o desenvolvimento do ciclismo tenderá a excluir cada vez mais pessoas.

Nessa linha, as empresas ao redor do mundo não dispõem de vestiários, chuveiro, etc, portanto não tem como o ciclista chegar na empresa em que trabalha de bermuda de lycra e atender seus clientes caracterizados assim, ou suados ao tanto.

Para completar, sem falar nos infortúnios de uma subida fora de hora, ou de um sinal fechado, para que o ciclista possa ir trabalhar usando o seu proprio meio de transporte, e não apenas por lazer ou esporte, mas em nome de sua propria liberdade, fica impossível na vida moderna.

Monday, October 19, 2015

Gurgel Itaipu: O primeiro elétrico brasileiro

Hoje em dia, nós batalhamos com muita dificuldade para a introdução do veículo elétrico no Brasil.
Várias são as dificuldades, como falta de incentivo governamental, falta de infra-estrutura de abastecimento, conscientização dos usuários, oferta de veículos no mercado, mas uma pioneira empresa brasileira, a Gurgel, fez em 1975 o primeiro veículo elétrico do país, o Gurgel Itaipu.
Segue abaixo uma matéria da revista Quatro Rodas de 2007 falando sobre o modelo.
E fica o questionamento para nós hoje. Se a Gurgel fez em 1975, por que não fazermos 40 anos depois?

Daniel Pimenta Arroyo

CLÁSSICOS | GRANDES BRASILEIROS
Gurgel Itaipu
ABRIL 2007

GURGEL ITAIPU

COM APENAS CINCO ANOS DE MERCADO, A GURGEL APRESENTOU O PRIMEIRO CARRO ELÉTRICO DA AMÉRICA LATINA

POR FABIANO PEREIRA | FOTOS: MARCO DE BARI
LISTA DE MATÉRIAS POR DATA:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA   

Carros elétricos já existem desde o século 19. Eles nasceram quase que junto com o automóvel de motor a combustão, em 1886, e duraram com relativo sucesso até 1915, quando o estrondoso sucesso do Ford T ajudou a definir a receita que prevaleceria na indústria. Enquanto nos países desenvolvidos a opção elétrica para carros só era empregada em estudos futuristas, em 1974 o engenheiro paulista João Conrado do Amaral Gurgel concluiu seu pioneiro projeto de carro elétrico, o primeiro da América Latina.

Com a crise do petróleo no ano anterior, houve desabastecimento e os preços dispararam. Haveria melhor momento para a apresentação do Itaipu? O nome é uma homenagem à usina hidrelétrica na fronteira do Brasil com o Paraguai. O lançamento se deu no Salão do Automóvel de 1974. Gurgel programou despejar uma frota de 20 unidades pelas ruas de Rio Claro (SP), sede da fábrica, a partir de junho de 1975. Seria um teste tanto do carro quanto do sistema integrado de estacionamento e reabastecimento. Cada carro teria um local próprio para estacionar, onde o motorista encontraria um pequeno poste com a tomada para recarga. A fabricação deveria começar em dezembro de 1975 a um preço equivalente ao de um Fusca 1300 (22 577 cruzeiros, 28 809 reais em valores atualizados) em dezembro de 1974.
O Itaipu tinha a forma de um trapézio sobre rodas, com carroceria de fibra de vidro. Com 2,65 metros de comprimento por 1,40 de largura, poderia ser considerado um micromonovolume, se a definição existisse na época. Dentro há lugar para duas pessoas, mas o acesso é dificultado pela falta de regulagem dos bancos. Atrás dos assentos, há cerca de 1 metro de espaço, que pode levar a bagagem. O painel simples conta com velocímetro ao centro, ladeado por amperímetro e voltímetro, que indica a carga disponível na bateria.
Existem diferenças entre o carro dirigido por QUATRO RODAS em janeiro de 1975 e o exemplar aqui mostrado. No primeiro, o volante era esportivo de três raios, o que combinava com as rodas de magnésio "castelinho". Este usa o do BR800. Três baterias ficavam na frente, duas atrás dos bancos e mais cinco na traseira. Nesta versão são dez atrás dos bancos, duas sob o assoalho e, para alimentar a parte eletroeletrônica, uma na frente. À direita do volante ficava a alavanca que definia qual direção seguir, para a frente ou para trás - ou ainda o ponto-morto.
O motor entre os eixos gera 3,2 kW, equivalente a 4,2 cv. Ele usa o sistema composto, que une dois tipos de motor de corrente contínua, os de enrolamento de campo em série e em paralelo. "Essa combinação confere alto torque de partida, característica dos motores elétricos de campo em série, e controle de velocidade uniforme, característica dos motores elétricos de campo em paralelo", diz um engenheiro elétrico paulista integrante do grupo BR800, que reúne aficionados por Gurgel. Como é de se esperar de um carro elétrico, o rodar impressiona pelo silêncio. O Itaipu chega a cerca de 50 km/h. O tamanho facilita manobras e as frenagens seguram o carro sem surpresas. "Ele tem autonomia de 60 a 80 quilômetros", afirma o dono do exemplar destas fotos, um industrial do interior paulista que, como o engenheiro, preferiu não ser identificado.
Mesmo com o custo por quilômetro rodado da eletricidade sendo menos da metade do da gasolina, era mesmo a autonomia o maior problema do Itaipu. Com o peso e a capacidade limitada das baterias, além do inconveniente de a recarga levar dez horas, o experimento de Gurgel não passou da fase de protótipo. Ainda que tenha sido apenas um ensaio, o pioneiro Itaipu sinalizou por aqui um caminho que foi negligenciado por décadas. E que agora se mostra como uma das opções menos agressivas ao planeta.




Ficha técnica

Gurgel Itaipu

Motor: central, longitudinal, elétrico de 3 000 watts/120 volts e 4,2 cv, com enrolamento de campo em série e paralelo
Transmissão: caixa de engrenagens de 1 velocidade

Baterias: 10 de 12 volts cada, ligadas em série
Carroceria: monovolume, 2 portas, 2 lugares
Dimensões: comprimento, 265 cm; largura, 140 cm; altura, 145 cm; entreeixos, 162 cm
Peso estimado: 780 kg
Suspensão: Dianteira: independente, tipo McPherson, molas helicoidais e amortecedores. Traseira: barras de torção e amortecedores
Freios: a tambor com acionamento hidráulico
Direção: pinhão e cremalheira
Rodas e pneus: magnésio, aro 13 e tala de 6 pol; pneus 165X13

 

E400
Em 1981, o nome Itaipu e a tração elétrica voltariam a figurar no catálogo da Gurgel, na forma do furgão E400, que teve uma pequena série produzida. Evolução do projeto original de 1974, tinha câmbio manual de quatro velocidades. O motor de 10 kW o levava até 75 km/h. O E400 seria a base para o G800, furgão com motor VW.




QUATRO RODAS Janeiro de 1975
>> Veja os testes do carro na edição

Fonte: Quatro Rioas

Wednesday, October 14, 2015

Trólebus


Não poderíamos falar sobre Mobilidade Sustentável e Elétrica sem falarmos um pouco sobre os Trólebus.
O Trólebus é um ônibus elétrico que possui hastes que ligam o veículo à rede elétrica aérea para obter energia para funcionar. Essas hastes se chamam “Trólley”, por isso esse nome.

Como um bom veículo elétrico, o Trólebus é silencioso e não “dá trancos” nas acelerações, por isso são tão bem aceitos pelos seus usuários.
A tradicional fabricante de trólebus no Brasil é a Eletra, que fica em São Bernardo do Campo. Ela fornece esse tipo de veículo para todo o Brasil e tem exportado para países como a Nova Zelândia, por exemplo.
Como bom paulistano, eu utilizei muito os trólebus pelo corredor Santo Amaro-Nove de Julho, no qual esses veículos foram substituídos por ônibus a Diesel na gestão da Prefeita Marta Suplicy em uma decisão completamente sem sentido.

 Além desse corredor, há linhas no centro de São Paulo, outras ligando a Zona Sul de São Paulo a Diadema, linhas no ABC paulista, Santos e diversos outros lugares do Brasil.
Os trólebus surgiram em substituição aos antigos bondes, são veículos mais modernos que mantém o charme de outrora com a eficiência ambiental, pois por serem elétricos, não emitem poluição.
A Eletra lançou em parceria com a Mercedes-Benz um novo tipo de Tróllebus híbrido, que já citamos nesse blog quando falamos do Salão Latino-Americano do Veículo Elétrico, cujo mesmo sistema de tração pode ser utilizado para os vários usos do veículo.
Nesse momento em que falamos tanto em Sustentabilidade e controle de poluição, o Trólebus deve ser um protagonista no transporte público sustentável. 

Imagens: Wikipedia
Texto: Daniel Pimenta Arroyo

Monday, October 5, 2015

Linha BMW i



por Daniel Pimenta Arroyo

Quando falamos do Salão Latino-Americano de Veículo Elétrico, já citamos o stand da BMW que apresentou os primeiros representantes da sua linha i.
Em suma, a linha BMW i é uma linha de veículos híbridos e elétricos que mantém a característica premium da marca, unida com a preocupação ambiental e inovação.
A linha BMW i está presente no Brasil com dois veículos:

BMW I-3
Quando falamos sobre a apresentação da linha i no Salão Latino-Americano do veículo elétrico, nós deixamos uma duvida no ar sobre o I-3 ser elétrico ou híbrido. A BMW o define como elétrico.
É um compacto urbano Plug-in que atinge 170 cv de potência, pode ser carregado com o carregador residencial especifico ou também na tomada comum. Para isso ele possui um kit adaptador. O carregador de veículos elétricos regarrega o veículo em 3 horas. O carregador para tomada comum carrega em 8h a 220 V e 16h a 110V. O que não chega a ser um problema, pois quem tem esse veículo vai acabar instalando o carregador correto. O kit para tomada convencional acaba sendo apenas para uma emergência. O I-3 também recebe uma recarga a cada frenagem e quando é utilizafo o freio-motor.
Por ser um veículo urbano, a autonomia não deixa a desejar. São 300 km, muito mais suficiente para quem utiliza no dia-a-dia. Além do motor elétrico, o I-3 possui um "extensor de autonomia", que nada mais é que um motor a combustão de 600 cc (0.6 l) que serve apenas para recarregar a bateria, não gerando tração.
Por não gerar tração, a BMW considera o I-3 como um veículo elétrico, assim como o Volt é considerado pela GM como elétrico.
Há profissionais que concordam, mas outros que defendem que esse tipo de veículo é um híbrido Plug-in Série (o motor só é utilizado para carregar a bateria). De acordo com a proposta desse veículo, o motor a combustão raramente será utilizado, mas mesmo assim, este blogueiro defende a teoria de que o fato de o veículo ter um motor a combustão, então ele é híbrido.

BMW I-8

O BMW I-8 já é um esportivo Híbrido Plug-in por definição. Possui um motor elétrico de 131 cv, que a baixas velocidades é utilizado sozinho gerando zero emissão. Quando está sem carga, ou quando precisa de uma potência maior, ele utiliza o seu motor a combustão 1.5 turbo que gera mais 231 cv somando 362 cv no total. A sua bateria também possui 300 km de autonomia e o modo de carregamento é igual ao I-3, com o carregador residencial, kit de adaptação para tomada comum 110 ou 220V além das recargas nas frenagens e freio-motor. Além do motor à combustão que recarrega o motor elétrico durante o seu funcionamento.

Resumidamente essa é a linha i da BMW que está disponível a venda nas concessionárias. Futuramente a BMW deve trazer mais veículos fantásticos como esses, e quando acontecer, vamos noticiar. Estamos ansiosos para que isso aconteça.

Friday, October 2, 2015

Semana da Mobilidade e dia mundial sem carro

A Semana da Mobilidade é um evento que acontece em diversos países do mundo e objetiva que os cidadãos reflitam sobre a forma de se locomover na cidade.

No Brasil, a Semana da Mobilidade aconteceu entre os dias 18 a 25 de setembro e teve diversos eventos conforme pode ser visto no link http://semanadamobilidade.cetsp.com.br/programacao.html.
Existem diversas formas de nos locomovermos, seja a pé, de bicicleta, transporte público (ônibus, trem e metrô) ou mesmo taxi. Mas a forma como a maioria das pessoas prefere é mesmo de carro ou moto.
As grandes distâncias não podem ser percorridas a pé. Há alguns “atletas” que se arriscam a ir correndo ao trabalho, mas são exceção. A bicicleta é um meio excelente de transporte, mas é um risco muito grande pedalar entre os carros além do que nem todos estão dispostos a fazer esse exercício ou não tem como tomar um banho ao chegar no trabalho. A construção de ciclovias (não vamos aqui tratar se estão sendo feitas de forma correta ou não) tem colaborado, mas ainda não vemos os ciclistas saírem por aí pedalando, fora que no Brasil é perigoso você sair de casa de bicicleta e voltar sem. O transporte público é muito pouco eficiente aqui no Brasil, pouca malha metroviária e que não cobre de forma suficiente as cidades, ônibus lotados e lentos não nos motivam a deixar o carro em casa.
Um dos grandes sonhos do ser humano é comprar um carro. Não depender mais de transporte público ou mesmo o conforto ou o status de ter um carro faz com que pessoas de diversas classes sociais aumentem as estatísticas do mercado automotivo, seja comprando a vista ou com financiamentos a perder de vista. Esse aumento da quantidade de carros nas ruas faz com que o congestionamento e a poluição aumentem de forma desenfreada. Uma alternativa aos carros e mais barata tem sido as motos, porém também são poluentes e infinitamente mais perigosas que os carros, tanto pela facilidade de roubo como pela probabilidade de acidentes com vítimas.
Como forma de desincentivar o uso dos carros, foi criado o dia mundial sem carro. No Brasil não é fácil deixar o carro em casa, mas em outros países chaga a ser proibida a circulação de carros em alguns pontos, como em Paris que fecha o trânsito de carros na região central da cidade. Em cidades da China, o dia mundial sem carro chega a ser nítida a diferença na qualidade do ar, que pode ser vista a olho nu.
Eu costumo comparar o dia mundial sem carro àquela pessoa que vai todos os dias em fast foods, e quando vê que precisa emagrecer passa um dia sem comer absolutamente nada e no dia seguinte continua indo aos fast foods. Não adianta deixarmos o carro em casa por um dia.
As formas que podemos utilizar para nos locomover podem ser mais amigáveis ao meio ambiente. Como temos tratado aqui neste blog, a utilização de veículos híbridos e elétricos é a melhor forma de diminuir a emissão de poluentes sem a necessidade de deixar o carro em casa. As distâncias percorridas em média pelo cidadão comum são plenamente compatíveis com a autonomia dos veículos elétricos e os veículos híbridos são bem menos poluentes que os tradicionais sem apresentar o problema da autonomia.
Para quem não quer ficar pedalando, já temos diversas empresas no Brasil fabricando bicicletas elétricas que podem povoar as nossas recém-inauguradas e pouco utilizadas ciclovias.
Basta a conscientização da nossa população para o uso e dos nossos governantes para diminuir a carga tributária desses veículos. Não adianta ficarmos refletindo durante uma semana do ano sobre a forma de nos locomovermos e deixar o carro em casa durante um dia e continuar poluindo o ambiente nos outros 364.
Essa é a reflexão que eu quero deixar para vocês leitores que me acompanham nas minhas postagens e acreditam na verdadeira mobilidade sustentável.

Thursday, September 17, 2015

Nissan aumenta autonomia do Leaf em 25%

Agora, hatch elétrico pode rodar 250 km sem parar


Um dos modelos elétricos mais conhecidos do mundo, o Nissan Leaf ainda não chegou à sua esperada segunda geração. Entretanto, para tornar o hatch mais atraente no mercado internacional, a montadora japonesa lançou uma segunda opção de sistema de baterias de íon-lítio na linha 2016.

Agora, o Leaf também conta com um pacote de baterias de 30 kWh. Ele garante uma ampliação da autonomia do modelo em até 25% na comparação com o pacote de 24 kWh – que continuará sendo vendido. Assim, o hatch poderá rodar por até 250 quilômetros antes de precisar de uma recarga.



Apesar de a capacidade ser maior, o pacote de 30 kWh tem exatamente o mesmo peso do de 24 kWh (21 kg), não interferindo no desempenho do carro. Além disso, as baterias têm garantia de oito anos ou 100 mil milhas (160 mil quilômetros) e são compatíveis com dispositivos de recarga rápida.

Outras mudanças notáveis no Leaf 2016 são a atualização do sistema NissanConnectEV, que permite ao motorista controlar algumas funções do carro à distância (como o aquecimento ou resfriamento da cabine sem gastar bateria) e a disponibilidade de uma nova cor de carroceria (bronze).



É provável que esta tenha sido a última atualização relevante da primeira geração do Leaf. Anteriormente, Carlos Ghosn, presidente da Nissan, já havia confirmado que a segunda geração contaria com uma autonomia ainda maior – aproximadamente, 400 km. O modelo deve ser lançado entre o fim de 2016 e o começo de 2017.
Fonte: Quatro Rodas em 10/09/2015

Wednesday, September 16, 2015

Emissões Veiculares no Estado de São Paulo


introducaoNas áreas metropolitanas o problema da poluição do ar tem-se constituído numa das mais graves ameaças à qualidade de vida de seus habitantes. Em geral, os veículos automotores são os principais causadores dessa poluição.
As emissões causadas por veículos carregam diversas substâncias tóxicas que, em contato com o sistema respiratório, podem produzir vários efeitos negativos sobre a saúde.
O Brasil, como todo país em desenvolvimento, apresenta um crescimento expressivo na frota veicular de suas regiões metropolitanas.
O Estado de São Paulo enfrenta uma situação particularmente preocupante por deter cerca de 40% da frota automotiva do país. A frota motorizada no Estado de São Paulo, em dezembro de 2013, calculada segundo metodologia do inventário estadual explicitada no Relatório de Emissões Veiculares da CETESB, é de aproximadamente 14,8 milhões de veículos, sendo 9,8 milhões de automóveis, 1,9 milhões de comerciais leves, 540 mil ônibus e caminhões e 2,6 milhões de motocicletas. A frota da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) representa cerca de 7 milhões de veículos. A frota de veículos do ciclo Diesel (caminhões, ônibus, microônibus, caminhonetes e vans), no Estado de São Paulo, é composta por 885 mil veículos e na RMSP por 378 mil veículos.
Nas áreas metropolitanas, o problema da poluição do ar tem-se constituído numa das mais graves ameaças à qualidade de vida de seus habitantes. As emissões causadas por veículos carregam diversas substâncias tóxicas que, em contato com o sistema respiratório, podem produzir vários efeitos negativos sobre a saúde. Essa emissão é composta de gases como: monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), hidrocarbonetos (HC), óxidos de enxofre (SOx), material particulado (MP), etc.
O monóxido de carbono (CO) é uma substância inodora, insípida e incolor – atua no sangue reduzindo sua oxigenação.
Os óxidos de nitrogênio (NOx) são uma combinação de nitrogênio e oxigênio que se formam em razão da alta temperatura na câmara de combustão – participa na formação de dióxido de nitrogênio e na formação do “smog” fotoquímico.
Os hidrocarbonetos (HC) são a parcela de combustível não queimado ou parcialmente queimado que é expelido pelo motor – alguns tipos de hidrocarbonetos reagem na atmosfera promovendo a formação do “smog” fotoquímico.
A fuligem (partículas sólidas e líquidas), sob a denominação geral de material particulado (MP), devido ao seu pequeno tamanho, mantém-se suspensa na atmosfera e pode penetrar nas defesas do organismo, atingir os alvéolos pulmonares e ocasionar:
  • mal estar;
  • irritação dos olhos, garganta, pele etc.;
  • dor de cabeça, enjôo;
  • bronquite;
  • asma;
  • câncer de pulmão.
Outro fator a ser considerado é que essas emissões causam grande incômodo aos pedestres próximos às vias de tráfego. No caso da fuligem (fumaça preta), a coloração e o mau cheiro desta emissão causa de imediato uma atitude de repulsa e pode ainda ocasionar diminuição da segurança e aumento de acidentes de trânsito pela redução da visibilidade. Foram emitidas em 2013 no Estado 423 mil toneladas de CO, 72 mil toneladas de NMHC, 192 mil toneladas de NOx, 5,4 mil toneladas de MP, 15 mil toneladas de SO2 e 1,6 mil toneladas de aldeídos, todos poluentes tóxicos.
O gráfico abaixo mostra a evolução na emissão desses compostos ao longo dos últimos anos e inclui além dos poluentes citados, também a emissão de dióxido de carbono (CO2), que é o principal gás de efeito estufa emitido por veículos, e cuja emissão está relacionada com a eficiência energética dos veículos (consumo de combustível).
Emissão de poluentes em t, de 2009 a 2013 no Estado de São Paulo
O impacto das emissões veiculares é sentido nas regiões em que a qualidade do ar apresenta elevados níveis de concentração por ozônio e por MP. Ainda que os fatores de emissão dos veículos novos estejam decrescendo, o aumento da frota de veículos e os congestionamentos das vias comprometem os avanços tecnológicos. Além disso, a parcela com tecnologia defasada ainda é significativa. O gráfico de evolução entre 2009 e 2013 mostra, de modo geral, a manutenção das emissões totais ao longo desse período. A emissão de GEE continua crescendo, em especial pela utilização da gasolina em substituição ao etanol em função do preço de venda no varejo.
O diagnóstico geral e as ações de controle do Estado de São Paulo, para as emissões veiculares, são descritas no Plano de Controle da Poluição Veicular – PCPV, documento governamental que orienta as decisões e acompanha a implementação das mesmas. Esse documento, assim como o Relatório de Emissões Veiculares e outros documentos relevantes preparados pela CETESB, podem ser acessados no ícone “Publicações e Relatórios deste site.
Fonte: CETESB