Wednesday, October 21, 2015

Tesla oficializa Model X, seu primeiro SUV elétrico

SUV tem espaço para até sete ocupantes, portas asa-de-gaivota e o maior para-brisa do mercado

O primeiro protótipo do Model X foi mostrado pela Tesla Motors em fevereiro de 2012. À época, a companhia californiana talvez não fizesse ideia do sucesso que atingiria nos Estados Unidos e em outros países com o sedã Model S e, muito por conta disso, os planos de lançamento do utilitário esportivo foram adiados ao longo desse período.



Mas, depois de alguns flagrantes e vazamentos de informações, a espera acabou. Na noite de terça-feira, a Tesla apresentou oficialmente a versão de produção do Model X e deu diversos detalhes a respeito do modelo, cujas primeiras entregas devem ocorrer apenas no segundo semestre de 2016.



O design do Model X não é de todo surpreendente, lembrando as linhas de modelos como BMW X6 e Mercedes-Benz GLE Coupe. Mas basta que as portas se abram para que qualquer pessoa perceba que se trata de um modelo bem diferente, já que as portas traseiras no formato "asa de falcão" dão aspecto futurista ao utilitário. Uma curiosidade: segundo a Tesla, a novidade tem o maior para-brisa atualmente disponível no mercado.



Partindo para a cabine, há duas configurações disponíveis de lugares: 2 + 2 + 2 ou 2 + 3 + 2, ou seja, lugares para seis ou sete ocupantes. A terceira fileira pode ser totalmente rebatida caso seja necessário ampliar o espaço de carga, enquanto a segunda foi projetada para oferecer o máximo de conforto aos passageiros, priorizando o espaço para as pernas.



Sabe-se também que a Tesla não abre mão de desempenho em seus modelos, e o Model X não parece ser exceção. Por fora, vale mencionar que conseguiu um bom coeficiente aerodinâmico, de 0,24, e ainda conta com um aerofólio traseiro ativo, que pode adotar até três posições quando o carro estiver em movimento.



Quanto ao trem de força, duas versões estão disponíveis, ambas com tração integral. Na 90D, estão presentes dois motores elétricos de 259 cavalos de potência, permitindo que o modelo acelere de 0 a 96 km/h em 4,8 segundos e tenha autonomia de 414 km. Já na P90D, há um motor de 259 cv e um de 503 cv, fazendo com que o Model X avance a 96 km/h em 3,8s. No entanto, se o pacote Ludicrous Speed estiver instalado, esse tempo cai para 3,2s.

Vale mencionar ainda que o SUV elétrico tem diversas tecnologias de conveniência, assistência à direção e segurança, como suspensão a ar, frenagem automática de emergência, sistema de segurança ativo com monitoramento via câmera, radar e sonar e sistema de controle climático isento de elementos poluidores do meio-ambiente. Por essas e outras, apesar de não ter tido os preços divulgados abertamente, já se sabe que o valor do Model X deve superar os US$ 140 mil quando equipado com opcionais.
Fonte: Quatro Rodas em 30/09/2015

Formula-E

Uma competição acirrada e emocionante entre veículos de corrida monopostos, pilotos brasileiros protagonizando o espetáculo. Corridas por todo o mundo. Senna, Prost e Piquet rivalizam de forma excepcional.
Pela descrição você já ouviu o ronco dos motores?
Então não ouça mais. Apesar de parecer estarmos falando da Fórmula 1 de alguns anos atrás, na verdade essa é a perfeita descrição da Fórmula-E, exceto, é claro, pela parte que fala do ronco dos motores.
A Fórmula-E, como o próprio nome já diz, é a competição que reúne talentosos pilotos do mundo inteiro em corridas de rua por todo o mundo em monopostos elétricos.
Apesar do silêncio dos veículos, a competitividade e a emoção estão em uma rotação altíssima.
As vitórias foram mudando de mãos e as posições no campeonato foram se alterando durante a temporada.
Aliás, a primeira temporada que finalizou no primeiro semestre de 2015, teve uma acirrada disputa entre jovens e talentosos pilotos.
Os sobrenomes citados acima são bem conhecidos, mas pertencem aos pilotos Bruno Senna, Nicolas Prost e Nelsinho Piquet.
A temporada 2014-15 teve 11 etapas, todas em circuitos de rua, e teve a disputa de um total de 35 pilotos.
É a volta da boa e velha Fórmula 1, só que dessa vez de forma sustentável. Não poderia haver notícia melhor para os fãs do automobilismo.

Essa semana já começa a temporada 2015-16 em Pequim, na China.
Veja abaixo o calendário:

24/10/2015 - Pequim - China
07/11/2015 - Putrajaya - Malásia
19/12/2015 - Punta Del Leste - Uruguai
06/02/2016 - Buenos Aires - Argentina
12/03/2016 - A Definir
02/04/2016 - Long Beach - Estados Unidos
23/04/2016 - Paris - França
21/05/2016 - Berlim - Alemanha
04/06/2016 - Moscou - Russia
02/07/2016 - Londres - Inglaterra

Ah, e quem foi o vencedor do duelo que eu citei acima?
Veja abaixo os 10 primeiros colocados:


Posição Número Piloto País Equipe
1 1 Nelson Piquet Brasil NEXTEV TCR
2 9 Sebastien Buemi Suiça e.dams-Renault
3 11 Lucas di Grassi Brasil Audi Sport ABT
4 7 Jerome D'Ambrosio Bélgica Dragon Racing
5 2 Sam Bird Grã Bretanha Virgin Racing
6 8 Nicolas Prost França e.dams-Renault
7 25 Jean-Eric Vergne França Andretti
8 55 Antonio Felix da Costa Portugal Amlin Aguri
9 6 Loic Duval França Dragon Racing
10 21 Bruno Senna Brasil Mahindra Racing






Para saber mais, o site da competição é http://www.fiaformulae.com/

Tuesday, October 20, 2015

Empresa suíça quer revolucionar carro elétrico

A empresa suíça nanoFLOWCELL desenvolveu um protótipo capaz de atingir os 380 quilômetros por hora, acelerar dos zero aos 100 em apenas 2,8 segundos e uma autonomia que pode chegar aos 600 quilômetros. Tudo isto, movido por um novo tipo de baterias que armazena energia numa solução de eletrólitos que se assemelha à água do mar. O resultado é surpreendente: chama-se Quant E-SportLimousine.
 
 aqui falamos na tendência de futuro da tecnologia automóvel, ou em termos mais gerais, da locomoção de veículos. Mais tarde ou mais cedo, a indústria vai ter de abandonar os combustíveis fósseis e são cada vez mais as marcas que, a bem do consumo e do meio ambiente, apostam nos veículos elétricos — claro que pouco adianta se a energia usada para carregar essas baterias for obtida a partir de centrais a carvão.
Por um lado, a conversão dos carros usados no dia-a-dia em veículos elétricos é uma prioridade, porque são eles os principais emissores de gases poluentes. Por outro, a fraca autonomia da maioria das baterias atuais ainda está longe de rivalizar com o sistema de combustão interna, porque demoram (ainda) muito tempo a carregar.
Por isso, e embora os pequenos utilitários possam ser o principal alvo da indústria, é nos automóveis desportivos que esta tecnologia se tem revelado mais interessante. Sempre foi assim. Os supercarros são um balão de ensaio decisivo, todos os avanços neles alcançados, mais tarde ou mais cedo, acabarão por chegar aos automóveis comuns.
 
A potência imediata disponível nos motores elétricostransforma estes novos automóveis em máquinas poderosas, capazes de acelerações fulgurantes. A norte-americana Tesla, por exemplo, está na linha da frente na produção de carros (e baterias) capazes de grande potência e cada vez maior autonomia. Mas a solução agora apresentada pela nanoFLOWCELL pode ser um passo em frente na revolução doscarroselétricos. E não é só pela extraordinária potência e autonomia.
A rapidez do reabastecimento é fundamental para o sucesso desta tecnologia. Ao invés de “ligar o carro à corrente”, estas novas baterias são recarregadas não com energia elétrica, mas pela troca do líquido que contêm, um processo de reabastecimento que, quando estiver otimizado, pouco se diferenciará do sistema utilizado nas bombas de combustível tradicional.

Publicado em Verdesobrerodas
Fonte: Observador

Bicicletas elétricas Parte 1 - Sense Bike

Hoje vamos começar uma série de posts falando sobre bicicletas elétricas, bem como os seus fabricantes.
As bicicletas elétricas são uma ótima saída para quem quer utilizar as ciclovias que vem sendo construídas e não quer chegar muito suado ao seu destino ou não quer ficar pedalando.

Símbolo Sense

A história da Sense Bike teve início em 2009, quando as primeiras ideias de se fabricar uma bicicleta elétrica foram arquitetadas por um grupo tradicional, que atua há mais de 30 anos no segmento de duas rodas no Brasil. Esta sinergia entre as empresas, que hoje são líderes de mercado em seus respectivos ramos de atuação, abriu caminho para criação de uma marca sólida e que já nasce experiente por contar com uma estrutura completa de importação, estoque, distribuição, pós-venda e comercial.

Principais negócios do grupo:
1 – Distribuir peças, pneus e acessórios para bicicletas.
2 – Distribuir peças, pneus e acessórios para motos.
3 – Concessionário de motocicletas.

Em 2014, foi inaugurada no Pólo Industrial de Manaus a fábrica de bicicletas elétricas e  convencionais com grande capacidade de produção, amplo estoque de peças de reposição e preços competitivos. A empresa está ainda mais forte para atender os clientes de todo o Brasil.

Fonte: Sense Bike

Monday, October 19, 2015

Você sabia? Brasileiro teria inventado o câmbio automático

Biografia diz que tio-avô do escritor Paulo Coelho vendeu projeto à GM nos anos 30 por US$ 10 mil

Até hoje a maior invenção atribuída a um brasileiro teria sido o avião. Todos conhecem a façanha de Alberto Santos Dumont a bordo do 14-bis - embora no resto do mundo o crédito pela invenção seja dado aos irmãos Wright. Mas pouca gente sabe que um componente muito comum nos carros atuais teria sido idealizado por um brasileiro: o câmbio automático.

Curiosamente, a informação veio à tona de uma forma inusitada, mais precisamente na biografia do escritor Paulo Coelho - "O Mago", escrita pelo jornalista Fernando Morais. Coelho contou ao jornalista a história de um tio-avô que alegava ter criado esse tipo de câmbio. A própria família acreditava tratar-se de uma lenda, já que seus parentes diziam que "tio José", como era carinhosamente chamado pela família, "vivia inventando coisas". Intrigado e fascinado, Fernando Morais resolveu investigar a veracidade desta versão. E descobriu que o tio-avô de Paulo não estava mentindo daquela vez - apesar de algumas publicações americanas ignorarem tal história.
Segundo o jornalista, o engenheiro mecânico José Braz Araripe teria inventado o câmbio hidramático juntamente com Fernando Lemos. Depois de ter desenvolvido uma transmissão automática com fluído hidráulico, Araripe teria viajado à Detroit (EUA), onde apresentou seu invento à General Motors em 1932.
Um outro tipo de transmissão automática já havia sido criado anos antes no Canadá. O sistema, porém, era pneumático, e carecia de potência e praticidade para ser produzido em série. A GM acabou se interessando pelo projeto dos brasileiros e propôs duas ofertas: US$ 10 mil na hora ou US$ 1 por carro vendido com a tecnologia. Provavelmente sem ter ideia da capacidade de popularização dos automóveis (e de seu próprio invento), José escolheu a primeira opção. Fazendo a conversão da moeda norte-americana em valores atualizados, descobrimos que os inventores levaram o equivalente a US$ 160 mil para casa.
Em tempo: a invenção brasileira só chegaria às ruas em 1939, quando a montadora apresentou uma tecnologia chamada "Hydra-Matic" na linha 1940 dos modelos Oldsmobile. É por isso que durante muito tempo - inclusive no Brasil - as pessoas costumavam chamar os veículos com câmbio automático de "hidramáticos".
Fonte: Quatro Rodas em 30/09/2015

Gurgel Itaipu: O primeiro elétrico brasileiro

Hoje em dia, nós batalhamos com muita dificuldade para a introdução do veículo elétrico no Brasil.
Várias são as dificuldades, como falta de incentivo governamental, falta de infra-estrutura de abastecimento, conscientização dos usuários, oferta de veículos no mercado, mas uma pioneira empresa brasileira, a Gurgel, fez em 1975 o primeiro veículo elétrico do país, o Gurgel Itaipu.
Segue abaixo uma matéria da revista Quatro Rodas de 2007 falando sobre o modelo.
E fica o questionamento para nós hoje. Se a Gurgel fez em 1975, por que não fazermos 40 anos depois?

Daniel Pimenta Arroyo

CLÁSSICOS | GRANDES BRASILEIROS
Gurgel Itaipu
ABRIL 2007

GURGEL ITAIPU

COM APENAS CINCO ANOS DE MERCADO, A GURGEL APRESENTOU O PRIMEIRO CARRO ELÉTRICO DA AMÉRICA LATINA

POR FABIANO PEREIRA | FOTOS: MARCO DE BARI
LISTA DE MATÉRIAS POR DATA:

ALTERAR O TAMANHO DA LETRA   

Carros elétricos já existem desde o século 19. Eles nasceram quase que junto com o automóvel de motor a combustão, em 1886, e duraram com relativo sucesso até 1915, quando o estrondoso sucesso do Ford T ajudou a definir a receita que prevaleceria na indústria. Enquanto nos países desenvolvidos a opção elétrica para carros só era empregada em estudos futuristas, em 1974 o engenheiro paulista João Conrado do Amaral Gurgel concluiu seu pioneiro projeto de carro elétrico, o primeiro da América Latina.

Com a crise do petróleo no ano anterior, houve desabastecimento e os preços dispararam. Haveria melhor momento para a apresentação do Itaipu? O nome é uma homenagem à usina hidrelétrica na fronteira do Brasil com o Paraguai. O lançamento se deu no Salão do Automóvel de 1974. Gurgel programou despejar uma frota de 20 unidades pelas ruas de Rio Claro (SP), sede da fábrica, a partir de junho de 1975. Seria um teste tanto do carro quanto do sistema integrado de estacionamento e reabastecimento. Cada carro teria um local próprio para estacionar, onde o motorista encontraria um pequeno poste com a tomada para recarga. A fabricação deveria começar em dezembro de 1975 a um preço equivalente ao de um Fusca 1300 (22 577 cruzeiros, 28 809 reais em valores atualizados) em dezembro de 1974.
O Itaipu tinha a forma de um trapézio sobre rodas, com carroceria de fibra de vidro. Com 2,65 metros de comprimento por 1,40 de largura, poderia ser considerado um micromonovolume, se a definição existisse na época. Dentro há lugar para duas pessoas, mas o acesso é dificultado pela falta de regulagem dos bancos. Atrás dos assentos, há cerca de 1 metro de espaço, que pode levar a bagagem. O painel simples conta com velocímetro ao centro, ladeado por amperímetro e voltímetro, que indica a carga disponível na bateria.
Existem diferenças entre o carro dirigido por QUATRO RODAS em janeiro de 1975 e o exemplar aqui mostrado. No primeiro, o volante era esportivo de três raios, o que combinava com as rodas de magnésio "castelinho". Este usa o do BR800. Três baterias ficavam na frente, duas atrás dos bancos e mais cinco na traseira. Nesta versão são dez atrás dos bancos, duas sob o assoalho e, para alimentar a parte eletroeletrônica, uma na frente. À direita do volante ficava a alavanca que definia qual direção seguir, para a frente ou para trás - ou ainda o ponto-morto.
O motor entre os eixos gera 3,2 kW, equivalente a 4,2 cv. Ele usa o sistema composto, que une dois tipos de motor de corrente contínua, os de enrolamento de campo em série e em paralelo. "Essa combinação confere alto torque de partida, característica dos motores elétricos de campo em série, e controle de velocidade uniforme, característica dos motores elétricos de campo em paralelo", diz um engenheiro elétrico paulista integrante do grupo BR800, que reúne aficionados por Gurgel. Como é de se esperar de um carro elétrico, o rodar impressiona pelo silêncio. O Itaipu chega a cerca de 50 km/h. O tamanho facilita manobras e as frenagens seguram o carro sem surpresas. "Ele tem autonomia de 60 a 80 quilômetros", afirma o dono do exemplar destas fotos, um industrial do interior paulista que, como o engenheiro, preferiu não ser identificado.
Mesmo com o custo por quilômetro rodado da eletricidade sendo menos da metade do da gasolina, era mesmo a autonomia o maior problema do Itaipu. Com o peso e a capacidade limitada das baterias, além do inconveniente de a recarga levar dez horas, o experimento de Gurgel não passou da fase de protótipo. Ainda que tenha sido apenas um ensaio, o pioneiro Itaipu sinalizou por aqui um caminho que foi negligenciado por décadas. E que agora se mostra como uma das opções menos agressivas ao planeta.




Ficha técnica

Gurgel Itaipu

Motor: central, longitudinal, elétrico de 3 000 watts/120 volts e 4,2 cv, com enrolamento de campo em série e paralelo
Transmissão: caixa de engrenagens de 1 velocidade

Baterias: 10 de 12 volts cada, ligadas em série
Carroceria: monovolume, 2 portas, 2 lugares
Dimensões: comprimento, 265 cm; largura, 140 cm; altura, 145 cm; entreeixos, 162 cm
Peso estimado: 780 kg
Suspensão: Dianteira: independente, tipo McPherson, molas helicoidais e amortecedores. Traseira: barras de torção e amortecedores
Freios: a tambor com acionamento hidráulico
Direção: pinhão e cremalheira
Rodas e pneus: magnésio, aro 13 e tala de 6 pol; pneus 165X13

 

E400
Em 1981, o nome Itaipu e a tração elétrica voltariam a figurar no catálogo da Gurgel, na forma do furgão E400, que teve uma pequena série produzida. Evolução do projeto original de 1974, tinha câmbio manual de quatro velocidades. O motor de 10 kW o levava até 75 km/h. O E400 seria a base para o G800, furgão com motor VW.




QUATRO RODAS Janeiro de 1975
>> Veja os testes do carro na edição

Fonte: Quatro Rioas

Sunday, October 18, 2015

Governo Português investe 41,5 milhões de euros em programa de VEs

Mais carros elétricos, gestão partilhada de frota e renovação dos veículos ao serviço da administração pública para opções mais sustentáveis. Estas são algumas das linhas estratégicas do ECO.mob, o novo programa para a mobilidade sustentável na administração pública central, publicado esta semana em Diário da República. As autarquias poderão ser abrangidas, mas apenas de forma voluntária.
Programado para o período 2015-2020, com um financiamento de 41,5 milhões de euros, o novo programa vem associado a metas concretas para o Parque de Veículos do Estado (PVE). O Governo quer que, até 2020, entrem 1200 veículos eléctricos na frota, substituindo atuais veículos a combustão. Só este ano, por exemplo, está prevista a aquisição de 30 veículos eléctricos. Além disso, é esperada uma redução de emissões de CO2 na ordem dos 20%, para toda a frota, ao longo da implementação do ECO.mob.

A iniciativa do ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia está dividida em três eixos: tecnologia, gestão da mobilidade e comportamentos. Na componente tecnológica, além do programa de mobilidade eléctrica na administração pública – que permitirá o financiamento à compra de veículos eléctricos e instalação de pontos de carregamento -, estão também planeadas ações de promoção de uma frota mais sustentável. Compras públicas ecológicas, limite de emissões anuais nos novos veículos da frota e auditorias energéticas são os pontos em destaque para garantir um melhor desempenho ambiental do PVE.  O eixo tecnológico é, aliás, o que concentra a maior fatia do orçamento do programa, com 25 milhões de euros alocados.

Já no que concerne à gestão da mobilidade, são várias as ações planeadas pelo executivo. Promover práticas de car-sharing e carpooling dentro da frota do Estado surge como opção válida, a par da promoção de alternativas sustentáveis de mobilidade como a bicicleta. “A adesão a sistemas de bike-sharing são medidas inovadoras que potenciarão deslocações mais sustentáveis e que estão englobadas na linha de ação”, esclarece a resolução do Conselho de Ministros.

Antes disso, contudo, a ênfase está no planeamento. Serão desenvolvidos Planos de Mobilidade Sustentável para organismos públicos, baseados num estudo de caracterização das deslocações na Administração Pública. Além disso, está também programada a revisão do enquadramento legal do Parque de Veículos, assim como o desenvolvimento de sistemas de informação e ferramentas que dinamizem uma mobilidade inteligente por parte da frota do Estado.

Por outro lado, vão ser dinamizados, a nível comportamental, cursos de eco-condução, com sensibilização dos condutores para a mobilidade eléctrica, e guias de orientação para a mobilidade sustentável.

Com poupanças calculadas em 50 milhões de euros até 2021, o ECO.mob é financiado pelo POSEUR – Programa Operacional para a Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos, pelo Fundo Português de Carbono e pelo Fundo para a Eficiência Energética.

Segundo contas do Governo, o parque de veículos do Estado ascendia, no final de 2014, a 26903 veículos. Com uma idade média de 14 anos, 68% dos veículos atuais tem mais de cem mil quilómetros. Quatro em cada cinco veículos da frota emitem mais de 130 gramas de CO2 por quilómetro.

Na apresentação oficial do programa, ontem, o ministro do Ambiente, Moreira da Silva, anunciou ainda que serão instalados 49 novos postos de carregamento para veículos eléctricos nas autoestradas e vias rápidas. 

Postagem: Governo Português investe 41,5 milhões de euros em programa de VEs
Publicado no Verdesobrerodas



Origem: smart-cities