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Tuesday, February 2, 2016

Rivais, Honda e GM podem se unir para desenvolver carros a hidrogênio

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Empresas rivais no ramo tradicional de automóveis movidos a combustão, Honda e General Motors podem se unir para desenvolver conjuntamente tecnologias de propulsão alternativa. Conforme anunciado nesta semana, as duas companhias estão ensaiando o fechamento de uma aliança global para aprimorar a pesquisa no segmento de veículos movidos a hidrogênio. A parceria terá alcance global e incluirá, entre outros aspectos, a construção de um complexo industrial misto em 2025.
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Unidas, Honda e GM esperam reduzir os custos de pesquisa e produção das tecnologias do hidrogênio e marchar rumo às rivais que já estão à frente nesse mercado, como a Toyota e seu sedã Mirai. “Ao cortar os custos com a GM, nós esperamos aumentar nossa produção de veículos a célula de combustível para ajudar a alncançar a meta estabelecida pelo governo”, disse um porta-voz da Honda ao jornal japonês The Asahi Shimbun.
Fonte: Car Place

Monday, January 25, 2016

Japão vislumbra futuro a hidrogênio

Matriz energética ainda é fonte de dúvidas mundo afora

Bomba para abastecimento com hidrogênioBomba para abastecimento com hidrogênio
No recente Salão do Automóvel de Tóquio, não foram apenas modelos autônomos e futurísticos que roubaram a cena. O governo japonês se empenha em disseminar a ideia da era do hidrogênio e nada como os carros para dar partida a uma verdadeira aposta. Esse elemento químico é o mais abundante do universo e está presente na água (H2O) que representa 70% da Terra.
Uma nova “sociedade baseada no hidrogênio” será difícil de florescer. Para obtê-lo a partir da água é preciso eletricidade em grande escala. Se esta vier de fontes fósseis ou não renováveis – como na maior parte do mundo –, o balanço final é negativo em termos de emissões de CO2 e do temido efeito estufa. Mas se pode obtê-lo também de biogás de esgoto ou lixo.

A pilha a hidrogênio para gerar eletricidade a bordo seria boa solução para carros elétricos, pois emite apenas vapor d’água. Permite tempo de abastecimento e autonomia semelhantes aos combustíveis líquidos, ocupa menos espaço e é mais leve e fácil de reciclar.

Incentivada pelo governo do Japão, a Toyota desistiu de esperar pela evolução das baterias. Em 2015 passou a fabricar em pequena série e vender apenas no seu país o Mirai, com estética de certa forma discutível por ousar demais. A produção, de 700 unidades no primeiro ano, subirá para 3.000 em 2017, contando com exportações para EUA e Europa. Até os Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, o fabricante esperar ver 12 mil carros circulando no Japão e 30 mil no mundo.

O preço do Mirai, pouco maior que um Camry, é bem elevado: US$ 70 mil (R$ 280 mil). Mas pelo menos 25% desse valor terá subsídio governamental. Mas onde abastecer? Há uma meta de abrir cem postos no Japão até março próximo, mas cada um custa lá US$ 4 milhões (R$ 16 milhões), 15 vezes mais que um convencional. Apenas 80 estarão inaugurados, quase todos dentro de instituições públicas e privadas.

A Honda aproveitou o salão para apresentar a versão definitiva do seu elétrico com pilha a hidrogênio, o Clarity. Chamados de FCX Clarity, 50 carros rodam em quatro cidades da Califórnia desde 2008, em leasing por se tratar de unidades experimentais de propriedade do fabricante. Ela perdeu a corrida para oferecer o primeiro automóvel específico fabricado em série no mundo, pois só estará à venda em março próximo, inicialmente no Japão.

Esse modelo, do mesmo porte do Mirai, porém mais elegante, tem autonomia de 700 quilômetros, superior à do rival. O conjunto pilha e motor elétrico ocupa volume um terço menor que no FCX, equivalente a um motor V6 convencional. Isso permitiu colocá-lo sob o capô e liberou espaço no habitáculo para cinco adultos e porta-malas mais amplo. A Honda desenvolveu um container transportável para produzir hidrogênio e um conversor para o Clarity fornecer energia elétrica a uma casa ou de forma emergencial.

Grandes fabricantes mundiais também desenvolvem pilhas a hidrogênio há mais de uma década. A Hyundai tem um Tucson adaptado à venda nos EUA. Alguns ainda não consideram a tecnologia suficientemente madura para justificar um modelo específico, como Mirai ou Clarity. O tempo dirá quem, de fato, está certo.

Fonte: Car Press em 07/01/2016

Monday, September 7, 2015

Projeto da EMTU de utilização de ônibus a hidrogênio (Fuel cell)

O artigo a seguir trata de um projeto inovados da EMTU (Empresa Municipal de Transportes Urbanos) sobre a utilização de ônibus a hidrogênio, também chamados de Fuell Cell.
Os veículos a hidrogênio são veículos elétricos cuja energia é gerada por uma célula a combustível na qual o combustível, no caso o hidrogênio, reage com o oxigênio gerando energia elétrica para o motor e vapor d'água, que sai pelo escapamento.
Já não é o primeiro artigo sobre veículos a hidrogênio, então falaremos em outro post sobre o seu funcionamento.

Daniel Pimenta Arroyo


Ônibus a Hidrogênio


O Ônibus Brasileiro a Hidrogênio é um projeto de grande impacto ambiental positivo, uma vez que ele não emite poluentes - o único resíduo de seu escapamento é o vapor d'água.
Trata-se de um grande avanço ambiental e tecnológico. Só na Região Metropolitana de São Paulo, a frota de ônibus é a maior do mundo, composta em grande parte por veículos a diesel, responsáveis por até 90% das emissões de poluentes na atmosfera.
Lançado em novembro de 2006, o "Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio" consiste na aquisição, operação e manutenção de até quatro ônibus com célula a combustível a hidrogênio.
Contempla ainda a instalação de uma estação de produção de hidrogênio por eletrólise a partir da água e abastecimento dos ônibus, além do acompanhamento e verificação do desempenho desses veículos, que serão utilizados no Corredor Metropolitano ABD (São Mateus - Jabaquara), no ABC paulista.

Em 2009 iniciaram-se os testes operacionais e em dezembro de 2010 o ônibus protótipo passou a ser testado com passageiros no Corredor Metropolitano ABD (São Mateus - Jabaquara) .Veja a cronologia do projeto.
A EMTU/SP é a coordenadora nacional do projeto, que tem direção do Ministério das Minas e Energia (MME) e conta com recursos doGlobal Environment Facility (GEF), aplicados por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O valor total do projeto é de cerca de US$ 16 milhões.

O projeto e a fabricação do ônibus foram desenvolvidos por um consórcio formado por oito conceituadas empresas, nacionais e internacionais, coordenado pela EMTU/SP.
Ao priorizar a aquisição e repasse de conhecimento tecnológico para uma produção nacional desse veículo, conseguiu-se um custo muito reduzido e competitivo em termos de mercado. Integram o consórcio: AES Eletropaulo, Ballard Power Systems, Epri, Hydrogenics, Marcopolo, Nucellsys, Petrobras Distribuidora e Tuttotrasporti.


Potencial
O "Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio" colocou o país em uma posição de destaque mundial, pois a penas quatro empresas têm a capacidade de produzir ônibus com a tecnologia do hidrogênio no mundo, incluindo o consórcio do ônibus deste Projeto.
Suas características fazem da iniciativa brasileira um caso singular em todo o mundo, pois:
  • Reuniu-se o que há de melhor e mais avançado na tecnologia do uso de hidrogênio no planeta. A tecnologia transferida firmará as bases para sua disseminação no país para transformar o Brasil em um exportador de ônibus a hidrogênio;
  • O Brasil é o maior fabricante mundial de chassi e carrocerias, portanto dominar essa tecnologia significa abrir um novo e promissor mercado;
  • O veículo já é o mais barato entre os países que o adotaram;
  • O ônibus brasileiro traz uma novidade mundial: será híbrido, ou seja, funcionará com células a combustível de hidrogênio e baterias recarregáveis, com recuperação de energia (como os carros atuais da Fórmula 1);
  • Contará com uma estação própria de produção e abastecimento de hidrogênio;
  • Terá capacidade para carregar igual número de passageiros que os seus similares, com desempenho igual ou superior.
Fonte: EMTU