Saturday, September 5, 2015

Carros movidos a cerveja

Parceria entre cervejaria e distribuidora de combustíveis resultou na melhor gasolina de alta octanagem da Nova Zelândia. Quer um gole?


Na Nova Zelândia, beber cerveja ajuda a preservar o planeta. Uma parceria entre a cervejaria DB Export e a distribuidora de combustíveis Gull resultou em uma gasolina feita com a bebida. Pelo menos é assim que a empreitada foi divulgada pelas empresas. Na prática, o combustível não é tão diferente do comercializado no Brasil, em que o etanol é adicionado à gasolina.
A cervejeira teve a ideia de extrair o álcool dos sedimentos sólidos que sobram após o processo de fermentação da bebida e utilizá-lo na fabricação de biocombustíveis. Ou seja, nada mais que o já conhecido E10 (mistura de 90% de gasolina e 10% de etanol).
De acordo com o diretor de marketing da cervejaria, Sean O’Donnell, a ideia surgiu após alguns copos de cerveja. "Identificamos a oportunidade de aproveitar as sobras do processo de fabricação em algo que pode ajudar o ambiente", diz. "Então começamos a fazer nossa parte a partir do que o neozeolandês mais gosta: tomar cerveja".
Chamada de Brewtroleum, ou "gasolina fermentada", o novo combustível emite 8% menos carbono do que a gasolina comum e oferece o maior nível de octanagem entre os combustíveis disponíveis no país (98 octanas), segundo a Gull. É o mesmo resultado da gasolina Podium, vendida por aqui nos postos BR.
Na Nova Zelândia, o etanol é extraído pela DB Export e levado às instalações da Gull, onde é misturado ao combustível e distribuído aos postos. Na bomba, paga-se NZ$ 2,03 pelo litro, o equivalente a R$ 4,30. O primeiro lote do combustível especial rendeu 300000 litros, o suficiente para seis semanas de testes de viabilidade para produção definitiva.
Não é a primeira vez que a Gull vale-se de subprodutos inusitados para produzir biocombustíveis. Desde 2007, são oferecidas ao público gasolinas baseadas em leite de vaca e sobras de óleo de cozinha.
Fonte: Quatro Rodas em 28/08/2015

Friday, September 4, 2015

Victory Motorcycles lança seu primeiro modelo elétrico

por Evaldo Costa
A Victory Motorcycles, fabricante americana de motos, anunciou o lançamento de sua primeira moto elétrica. O modelo Empulse TT chega ao mercado norte-americano antes do modelo movido a energia elétrica da rival Harley-Davidson, ainda em fase de testes no projeto LiveWire. Chamada de Empulse TT, a moto traz tecnologia remanescente dos veículos da Brammo, recentemente adquirida pelo grupo Polaris - dono de Victory e Indian. As vendas começam até o final do ano nos Estados Unidos, com preço base de US$ 19.999.
 

A Victory não possui operações no Brasil, porém, sua marcar "irmã", a Indian, fará a estreia no próximo Salão Duas Rodas. De acordo com a empresa, a Empulse TT pode rodar nas ruas e ser emplacada. A velocidade máxima pode ultrapassar os 160 km/h e a moto se encaixa nos planos de expansão da marca pelo mundo. "Somos uma empresa que não tem medo de tecnologia e novos produtos. Queremos ser fortes no segmento de motos elétricas", afirmou Steve Menneto, vice-presidente da Victory.
Para recarregar completamente a bateria de íon-lítio, é preciso de 3,9 horas. Sobre a autonomia, a Empulse pode rodar cerca de 105 km em condições normais de uso, deslocamento que pode aumentar para 160 km, em modo de condução moderado e com o auxílio dos freios regenerativos de energia. O modelo possui modos de pilotagem ECO e Sport, além de contar com câmbio de 6 marchas.
Em modo de funcionamento total, o motor rende 54 cavalos de potência e 8,43 kgfm de torque. Na dianteira, o moto possui garfo do tipo invertido e, na traseira, monoamortecedor - ambos com regulagens. Seu sistema de freios é da marca Brembo, composto por disco duplo na dianteira e simples na traseira.O  peso da moto é de 167 kg.

Postagem: Victory Motorcycles lança seu primeiro modelo elétrico

Publicado no Verdesobrerodas
Origem: g1

Thursday, September 3, 2015

Recife disponibilizará carros elétricos ao público


Após nove meses de testes, o sistema de compartilhamento de carros elétricos do Recife vai ser disponibilizado ao público a partir de 3 de setembro. Inicialmente, o serviço contará com três veículos e cinco estações no Bairro do Recife, São José, Santo Amaro e Derby. Antes de baixar o aplicativo para alugar o carro, o usuário terá que fazer um cadastro na sede do Porto Digital, no Bairro do Recife.
Inédito no país, o projeto Carro Livre segue modelos que já funcionam em cidades como Londres, Paris e Berlim. Segundo o Porto Digital, porém, a versão local será o único com todas as funções de aluguel e devolução operadas através de aplicativo.

A iniciativa é do Porto Leve em parceria com a Serttel, que também gere o sistema de bicicletas de aluguel. Lançado em dezembro de 2014, o Carro Livre tinha previsão de uso pela população em março deste ano, mas houve dificuldade na contratação de um seguro. Durante o período de testes, do qual participaram 50 usuários, os veículos percorreram mil quilômetros em cerca de 850 viagens, com média de cinco deslocamentos diários. O aplicativo recebeu ajustes e foram incorporadas sugestões de melhorias dadas pelos primeiros usuários.

“Vamos trabalhar com os três carros que já operamos nos testes. Esperamos que, com a consolidação da ideia, a iniciativa privada e o poder público veja o valor mercadológico da iniciativa e resolva expandi-la, como aconteceu com as bicicletas compartilhadas. O projeto também começou como projeto piloto e hoje, além das dezenas de estações da cidade, já se espalhou por todo o Brasil e América Latina”, explica Francisco Saboya, presidente do Porto Digital.

A assinatura mensal do Carro Livre custará R$ 30. Para cada viagem de meia hora serão cobrados R$ 20, se o motorista fizer o trajeto sozinho. Para pagar mais barato, basta anunciar no aplicativo que está disposto a oferecer carona e o preço cairá pela metade. Se não aparecerem outros usuários em 15 minutos, o motorista pode seguir sozinho por R$ 10. Se o caroneiro (também cadastrado no sistema) aparecer, cada um pagará R$ 5.

Os interessados precisam fazer um cadastro prévio, na sede do Porto Digital, para terem acesso ao aplicativo. Além da carteira nacional de habilitação (CNH) em dia, os novos usuários precisam apresentar também cartão de crédito válido e um comprovante de residência atualizado. Uma vez inserido no sistema, o usuário poderá baixar o aplicativo para celular. 

Os carros que serão usados no programa são os ZD, com dois lugares, importados da China. Os veículos têm autonomia para 120 km com um reabastecimento, que é feito em seis horas. “A principal diferença com relação a um carro comum é o silêncio. Por se tratar de um carro elétrico, o usuário pode até achar que está desligado”, conta a gerente do Porto Leve, Cidinha Gouveia.

Postagem: Recife disponibilizará carros elétricos ao público

Publicado no Verdesobrerodas
Origem: Diário de Pernambuco

Wednesday, September 2, 2015

Renault defende incentivos para veículos elétricos no Brasil

por Evaldo Costa
Mesmo diante de uma série de adversidades, a Renault permanece com a bandeira do carro elétricolevantada no Brasil. Eric Feunteun diretor do programa de veículos com a tecnologia na companhia chegou ao País na segunda-feira, 3, para falar com clientes e parceiros e trabalhar na estruturação local do que chama de ecossistema para os modelos zero emissão. Segundo ele, só assim a demanda por esses carros terá espaço para crescer.

O ecossistema descrito pelo executivo inclui aspectos como incentivos aos proprietários de carros elétricos, estrutura de recarga e reciclagem do veículo e da bateria de íons de lítio. Os incentivos não precisam ser financeiros. Feunteun acredita que autorizar que os elétricos circulem por uma faixa exclusiva, que poupará o tempo do motorista em congestionamentos, ou autorizar que estacionem gratuitamente em certas áreas da cidade são iniciativas capazes de aumentar a atratividade destes carros. “Ninguém vai comprar um elétrico porque ele é verde. Estes modelos ainda são mais caros. O cliente só muda para o elétrico quando isso facilita a vida dele”, avalia.

Outro aspecto importante na opinião do diretor é a estrutura de recarga. Ele acredita que é preciso investir em postos públicos de abastecimento, mas, ainda assim, a estrutura mais importante é a particular: as tomadas que ficam na casa ou no escritório dos consumidores. “Cerca de 98% das recargas são feitas nestes ambientes. A pessoa quer colocar energia no carro onde ela está. Raramente alguém se desloca para um lugar apenas para abastecer seu veículo elétrico”, aponta com base nos clientes dos 60 mil modelos com a tecnologia que a Renault já vendeu.

Ele defende que, dessa maneira, e tecnologia surge como solução não problema para a questão energética. O automóvel pode servir como um meio de armazenar a energia gerada. Caso no fim do dia, no momento de alta demanda, o carro ainda esteja com carga na bateria, o proprietário pode pluga-lo na tomada e vender esta energia para a rede elétrica. Depois o automóvel pode ser programado para se recarregar de madrugada, quando a demanda e o custo caem.

Em tempos de crise energética no Brasil, Feunteun defende que os modelos com a tecnologia teriam impacto inexpressivo: se 10% da produção brasileira anual fosse de elétricos, o aumento do consumo no período seria de 0,3%. Segundo ele, para fazer uma recarga completa da bateria, o consumidor gastaria entre R$ 5 e R$ 7, valor que permitiria que o veículo circulasse cerca de 100 quilômetros.


Postagem: Renault defende incentivos para veículos elétricos no Brasil

Publicado no Verdesobrerodas
Origem: Automotive Business

Tuesday, September 1, 2015

Universidade de Brasília cria carro elétrico com plataforma Dassault

Plataforma colaborativa e multidisciplinar permite que as equipes trabalhem virtualmente nos projetos antes de iniciar a produção


A Dassault Systèmes, desenvolvedora de softwares 3D e soluções Product Lifecycle Management (PLM), vai expandir seu programa educacional no Brasil através de parceria com a Universidade de Brasília (UnB). O objetivo final é a produção de um carro elétrico para o projeto Fórmula SAE, usando as soluções da Dassault para impulsionar o projeto.
A empresa promoverá experiências próximas às da vida real de um engenheiro aos alunos , preparando-os tanto para a indústria quanto para o mercado de trabalho. Em última instância, a Dassault Systèmes quer ajudar na transformação da educação brasileira.
“Esta é uma importante iniciativa acadêmica por permitir aos alunos o acesso à tecnologia de última geração e a recursos utilizados por engenheiros da indústria em seu dia a dia”, afirma Luciana Correa, responsável pelo desenvolvimento de negócios para o setor acadêmico para a América Latina na Dassault Systèmes.
O pacote de licenças acadêmicas acordado com a UnB inclui o PLM Discover, baseado na plataforma 3DEXPERIENCE da Dassault. Integrada e com interface única, ele oferece recursos para desenho, simulações de produto e processos de manufatura. Com isso, as equipes desenvolverão virtualmente seus projetos antes de iniciarem qualquer produção. A plataforma Dassault Systèmes se apoia na colaboração e na multidisciplinariedade, permitindo o gerenciamento de toda a documentação, assim como as revisões de projeto, em equipe e à distância.
“É um projeto diferenciado que fortalece a formação de jovens”, exalta Henrique Gomes de Moura, professor da Universidade de Brasília. Entre os benefícios para os estudantes, Moura indica a inserção no contexto da engenharia de desenvolvimento no Fórmula SAE e os trabalhos que vão além do desenvolvimento do produto, incluindo metas, prazos, planejamento, definição de conceito e prototipagem, até chegar à produção do carro para a competição.
Fonte: IDG Now em 11/06/2015

Mais de 1000 acessos no primeiro mês.

O Coluna Autossustentabilidade, o nosso espaço cativo da Mobilidade Sustentável completou o seu primeiro mês de vida e já ultrapassamos os 1000 acessos.
Fechamos o mês de agosto com 1048 acessos no total.
Muito obrigado pelas visitas e pela confiança na distribuição de informações sobre mobilidade sustentável.
Essa confiança me motiva a pesquisar cada vez mais e divulgar o futuro dos nossos veículos.

Daniel Pimenta Arroyo

A vida imita a arte

A primeira vista, para os mais jovens a figura de baixo parece mais uma ciclovia do Haddad, mas na época do vídeo game Master System, ainda faltava muito para vermos essas pinturas vermelhas na rua,
Na época, um carro que está correndo e reabastecer (ou recarregar) era uma coisa absurda, típico de ficção científica, mas agora já sabemos que isso é bem viável, e mais ainda, um futuro bem realista.
Agora que o futuro está chegando, nós sabemos que o veículo que pilotávamos no vídeo game era um veículo elétrico que se recarregava quando passava por cima da faixa vermelha.
Essa faixa vermelha possui um campo eletromagnético por baixo do asfalto que em contato com o veículo, o recarrega de energias elétrica.
É claro que no Brasil vai demorar anos para que isso venha a acontecer, talvez os nossos netos ou bisnetos vejam, mas na Inglaterra já existem estradas experimentais que utilizam essa tecnologia.
Trata-se do estado da arte da mobilidade sustentável. Você não precisa parar nos eletropostos durante uma viagem, basta recarregar o seu veículo em pleno movimento.
É o futuro chegando. Esperamos que o Brasil não fique para trás.